domingo, 31 de outubro de 2010

A ansia do primeiro amor.

A ansia do primeiro amor.


Os medos e as tençoes, gostosas e desnecessrias.

Sofrimentos inuteis, mas preciosos.Dores prazerosas.

A POSSÍVEL RECUSA ANTES DO PEDIDO.O POSSÍVEL BEIJO DEPOIS DO ACEITO.
O MOMENTO ENTRE UM E OUTRO, CONCERTEZA, É O QUE MAIS IMPORTA.
Meu coração é instanvel.


Ora ocupado ora desocupado,sendo minha vida uma pura insensatez.

Tenho a juventude ao meu lado, mas não por muito tempo.
Hoje, eu lembro do meu ontem.As vezes bate um arrependimento.Logo mais, ja quero pensar no agora, no hoje.Contudo, é apenas um pensamento passageiro.Mais tarde o futuro vem me inportunar, com todas as preocupaçoes e ansiedades possíveis.


Sabe de uma coisa?E quem quer saber DISSO?
O QUE EU QUERO MESMO É VIVER!

PARTE I

Uma rua, à tarde, nem um pouco deserta.Uma rua em São Paulo nunca é deserta.Eu com o violão nas costas, vestida com meu casaco de coro marrom, camisa branca, botas e um jeans básico.Se fosse um filme, provavelmente,esta seria a cena inicial: Meu cabelos soltos, uma leve brisa, e eu, com as mãos nos bolsos, caminhando...E uma intro undergroud.É claro que as pessoas ao meu redor estariam borrradas, por que o foco seria eu.Mas não era um filme, e elas não estavam borradas.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Trechos de A Cidade e As Serras

"Na Cidade findou a sua liberdade moral; cada manhã ela lhe impõe uma necessidade, e cada necessidade o arremessa para uma dependência "

"pobre e subalterno, a sua vida é um constante solicitar, adular, vergar, rastejar, aturar: rico e superior como um Jacinto, a sociedade logo o enreda em tradições, preceitos, etiquetas, cerimônias, prazer, ritos, serviços mais disciplinares que os de um cárcere ou de um quartel... "

"A sua tranqüilidade (...)Sumida para sempre, nessa batalha desesperada pelo pão ou pela fama, ou pelo poder, ou pelo gozo, ou pela fugidia rodela de ouro! Alegria como a haverá na Cidade para esses milhões de seres que tumultuam na arquejante ocupação de desejar - e que, nunca fartando o desejo, incessantemente padecem de desilusão, desesperança ou derrota? Os sentimentos mais genuinamente humanos logo na cidade se desumanizam! Vê, meu Jacinto! São como luzes que o áspero vento do viver social não deixa arder com serenidade e limpidez; e aqui abala e faz tremer; e além brutamente apaga; e adiante obriga a flamejar com desnaturada violência. As amizades nunca passam de alianças que o interesse, na hora inquietada da defesa ou na hora sôfrega do assalto, ata apressadamente com um cordel apressado, e que estalam ao menor embate da rivalidade ou do orgulho. E o amor, na Cidade, meu gentil Jacinto? Considera esses vastos armazéns com espelhos; onde a nobre carne de Eva se vende, tarifada ao arrátel, como a de vaca! Contempla esse velho deus do himeneu, que circula trazendo em vez do ondeante facho da paixão a apertada carteira do dote! (...)

Mas o que a Cidade mais deteriora no homem é a Inteligência, porque ou lha arregimenta dentro da banalidade ou lha empurra para a extravagância. Nesta densa e pairante camada de idéias e fórmulas que constitui a atmosfera mental das cidades, o homem que a respira, nela envolto, só pensa todos os pensamentos já pensados só exprime todas as expressões já exprimidas; ou então, para se destacar na pardacenta e chata rotina e trepar ao frágil andaime da gloríola, inventa num gemente esforço, inchando o crânio, uma novidade disforme que espante e que detenha a multidão. (...)

Assim, meu Jacinto, na Cidade, nesta criação tão antinatural onde o solo é de pau e feltro e alcatrão, e o carvão tapa o céu, e agente vive acamada nos prédios com o paninho nas lojas, e a claridade vem pelos canos, e as mentiras se murmuram através de arames - o homem aparece como uma criatura anti-humana, sem beleza, sem força, sem liberdade, sem riso, sem sentimento, e trazendo em si uma espírito que é passivo como um escravo ou impudente como um histrião... E aqui tem o belo Jacinto o que é a bela Cidade!

O que é a Bela Cidade?

Eça de Queirós

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Crônica de Uma Morte

Parte 1


Adriana, tinha treze anos,quando teve um dos dias mais tristes em sua vida.Nessa época, a vida era mais inocente,e a garota mal tinha idéia de que a morte estava tão perto dela.Ela já tinha visto crianças de rua passando fome,tinha assistido ,na tv, noticiários de rapto e estupro de crianças.Mas nunca pensou,e nunca quis pensar que alguém tão perto dela,tão jovem e tão inocente,pudesse perder a vida de uma forma tão trágica.


Na noite que antecedeu a notícia,Drica, como os colegas de escola preferiam chamá-la,teve uma noite muito mal dormida.Revirou a noite toda na cama,suava frio, e estava tremendamente incomodada com o sonho que teve.

O dia ainda não havia clareado, enquanto ela levantava da cama.Pensou em ligar imediatamente para seus colegas que estavam em seu sonho,em especial,para Renan.Pois,na noite passada Drica e todos os seus colegas mais íntimos foram ao hospital,acompanhando a internação de Renan para a cirurgia de retirada do apêndice.

Adriana estava muito preocupada,pois no pesadelo que teve,todos os amigos estavam no carro de Carlos,irmão mais velho de Renan.Todos brincavam uns com os outros,parecia que estavam voltando de uma festa.Mas de repente,tudo escurecia,ela ouvia gritos,e sentia -se girando dentro do carro.Depois de um grande apagão,ela acordou.

Ela ficou incomodada a manhã toda.Apesar da vontade de ligar para o hospital e para os outros amigos,tinha medo que pudesse atralhar a cirurgia,ou preocupar a todos.

Não contou nada a seus pais sobre o sonho,e tentou pensar em outra coisa até a hora de ir para a esola, à tarde.

A manhã passou depressa depois que o mal pressentimento tinha ido.Adriana arrumou toda a casa,pois o trabalho esvaziava sua mente e a concentrava somente na limpeza.Quando deu a hora de se arrumar para ir a escola,o almoço estava pronto,e só faltava ela tomar banho.

Depois de estar pronta, e de ja ter almoçado, só faltava pegar a mochila e partir.Estava tão contente e distraída,que esqueceu seu celular em casa,e mal bercebeu que ele começou a vibrar no momento em que ela trancava a porta de casa.

O caminho até a escola foi muito tranquilo,a condução não estava cheia e o transito estava rápido.O dia estava ótimo para ela,tirando, é claro, o sonho que tivera a noite,e que agora ja quase se esquecera dele.

Chegando na escola estonteante,deu boa tarde a todos,e em poucos segundos,percebeu que todos estavam estranhos.Arrepiou-se.Um frio gelado atravessar o coração,enquanto todo aquele terror que sentira de magrugada voltava.Mas o que será que tinha acontecido? Pensava.Todos os colegas que estavam em seu sonho estavam la na escola,inclusive Carlos.Mas Carlos não estudava mais,o que ele estava fazendo lá se Renan tinha sido operado de manhã.Deveria estar com o irmão, por que estava na escola dele a uma da tarde?E por que estava com cara de que tinha chorado?O que tinha acontecido com Renan?Era o único motivo para ele estar lá essa hora.Drica não se conteve e teve que perguntar o que acontecera a ele.





(Continua)